quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Resumo do modelo seriado atual

Estudo Errado
Composição: Gabriel, O Pensador

Eu tô aqui Pra quê?
Será que é pra aprender?
Ou será que é pra sentar, me acomodar e obedecer?
Tô tentando passar de ano pro meu pai não me bater
Sem recreio de saco cheio porque eu não fiz o dever
A professora já tá de marcação porque sempre me pega
Disfarçando, espiando, colando toda prova dos colegas
E ela esfrega na minha cara um zero bem redondo
E quando chega o boletim lá em casa eu me escondo
Eu quero jogar botão, vídeo-game, bola de gude
Mas meus pais só querem que eu "vá pra aula!" e "estude!"
Então dessa vez eu vou estudar até decorar cumpádi
Pra me dar bem e minha mãe deixar ficar acordado até mais tarde
Ou quem sabe aumentar minha mesada
Pra eu comprar mais revistinha (do Cascão?)
Não. De mulher pelada
A diversão é limitada e o meu pai não tem tempo pra nada
E a entrada no cinema é censurada (vai pra casa pirralhada!)
A rua é perigosa então eu vejo televisão
(Tá lá mais um corpo estendido no chão)
Na hora do jornal eu desligo porque eu nem sei nem o que é inflação
- Ué não te ensinaram?
- Não. A maioria das matérias que eles dão eu acho inútil
Em vão, pouco interessantes, eu fico pu..
Tô cansado de estudar, de madrugar, que sacrilégio
(Vai pro colégio!!)
Então eu fui relendo tudo até a prova começar
Voltei louco pra contar:
Manhê! Tirei um dez na prova
Me dei bem tirei um cem e eu quero ver quem me reprova
Decorei toda lição
Não errei nenhuma questão
Não aprendi nada de bom
Mas tirei dez (boa filhão!)
Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi
Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi
Decoreba: esse é o método de ensino
Eles me tratam como ameba e assim eu não raciocino
Não aprendo as causas e conseqüências só decoro os fatos
Desse jeito até história fica chato
Mas os velhos me disseram que o "porque" é o segredo
Então quando eu num entendo nada, eu levanto o dedo
Porque eu quero usar a mente pra ficar inteligente
Eu sei que ainda não sou gente grande, mas eu já sou gente
E sei que o estudo é uma coisa boa
O problema é que sem motivação a gente enjoa
O sistema bota um monte de abobrinha no programa
Mas pra aprender a ser um ingonorante (...)
Ah, um ignorante, por mim eu nem saía da minha cama (Ah, deixa eu dormir)
Eu gosto dos professores e eu preciso de um mestre
Mas eu prefiro que eles me ensinem alguma coisa que preste
- O que é corrupção? Pra que serve um deputado?
Não me diga que o Brasil foi descoberto por acaso!
Ou que a minhoca é hermafrodita
Ou sobre a tênia solitária.
Não me faça decorar as capitanias hereditárias!! (...)
Vamos fugir dessa jaula!
"Hoje eu tô feliz" (matou o presidente?)
Não. A aula
Matei a aula porque num dava
Eu não agüentava mais
E fui escutar o Pensador escondido dos meus pais
Mas se eles fossem da minha idade eles entenderiam
(Esse num é o valor que um aluno merecia!)
Íííh... Sujô (Hein?)
O inspetor!
(Acabou a farra, já pra sala do coordenador!)
Achei que ia ser suspenso mas era só pra conversar
E me disseram que a escola era meu segundo lar
E é verdade, eu aprendo muita coisa realmente
Faço amigos, conheço gente, mas não quero estudar pra sempre!
Então eu vou passar de ano
Não tenho outra saída
Mas o ideal é que a escola me prepare pra vida
Discutindo e ensinando os problemas atuais
E não me dando as mesmas aulas que eles deram pros meus pais
Com matérias das quais eles não lembram mais nada
E quando eu tiro dez é sempre a mesma palhaçada


Refrão

Encarem as crianças com mais seriedade
Pois na escola é onde formamos nossa personalidade
Vocês tratam a educação como um negócio onde a ganância, a exploração, e a indiferença são sócios
Quem devia lucrar só é prejudicado
Assim vocês vão criar uma geração de revoltados
Tá tudo errado e eu já tou de saco cheio
Agora me dá minha bola e deixa eu ir embora pro recreio...


Juquinha você tá falando demais assim eu vou ter que lhe deixar sem recreio!
Mas é só a verdade professora!
Eu sei, mas colabora senão eu perco o meu emprego
.


 

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Ensino Fundamental de 9 anos

Com o objetivode aumentar o acesso a escola a crianças principalmente de baixa renda, o ensino de 9 anos traz muitas inovações que beneficiaram os alunos das redes de ensino público, mas que precisam ser muito discutidas quanto a sua implementação, organização e adaptação a realidade de cada escola.


   
Na proposta apresentada a palavra que mais uma vez foi dita é a INCLUSÃO, que está muito na moda, mas há que setomar alguns cuidados, pois todo projeto tem seus dois lados.
No início da matéria diz que esse proposta vai beneficiar os alunos oriundos das classes pobres, o que é compreesível e louvável, pois muitas das crianças que chegavam a escola em média aos 7 anos, muitas vezes sem ao menos ter aprendido a segurar um lápis. Isso por si só já a colocava em situação desigual com os demais, desde os conteúdos até a avaliação, se pararmos para pensar um pouco vamos observar o quanto era dificil para uma criança nessas condições se desenvolver de maneira satisfatória.Como será que essa criança enxergava a escola?  diante disto vemos como essas mudanças são necessárias.
Do ponto de vista social também pois a criança  precisava  ainda aprender a  lidar com regras, relacionamentos, conteúdos tudo de uma só vez,  tanto faz se já tivesse passado pela educação infantil ou se fosse seu primeiro dia na escola, e isso o projeto traz de inovador aproveita um ano que a criança muitas vezes perdia para começar todo o processo da alfabetização de uma maneira mais atrativa para a criança e mais proveitosa para sua aprendizagem, a escola também ganha pois possibilita identificar previamente algum tipo de dificuldade que a criança apresente e fazer a intervenção necessária.
A questão da avaliação será sempre um ponto de conflito pois para alguns pais e professores a avaliação somativa ou classificatporia é o melhor método medir conhecimento, isso causa uma grande dificuldade em aplicar métodos menos tradicionais e homogeneos, há que se ter bastante atenção pois se de um lado ele beneficia a aprendizagem dos alunos também pode prejudicar se não for devidamente discutido e implantado.
A proposta ainda conta com a não retenção desses alunos nos primeiros anos, também gera mita polêmica ao ser confundida com aprovação automomática, e não é só por parte dos pais, mas sm dos professores que por desconhecerem, os pontos principais  acabam por rejeitar  todo o projeto.Esses recursos se bem aplicados podem contribuir muito para um melhor rendimento, continuidade do ensino e permanência na escola.
 

Desse modo  a prática ou aplicação é que vai precisar se adequar  ao modelo levando em conta seus problemas, de aspectos financeiros,estruturais (formação docente), culturais e sociais, o que não é muito fácil, mas também não é impossível, na maioria das vezes as escolas não se ajustam aos projetos são os projetos que se ajustão a escola e isso compromete o objetivo proposto.
Contudo se governo, educadores, pais e alunos estiverem esclarecidos tanto no que diz respeito a proposta quanto as realidades das escolas é, um caminho para torná-lo possível e principalmente ouvir aqueles que realmente tem interesse que esse modelo dê certo.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Memorial Escolar

Comecei minha vida escolar aos 5 anos de idade em 1981, após a morte de meu pai, que havia falecido aqui no Rio. Devido a esse fato tive que ir morar em outro estado, e lá fui matriculada no Pré que corresponde ao CA. A escola em que iniciei meus estudos era uma escola pública municipal chamada Nossa Senhora. Lembro de muitas dificuldades que passei por não saber escrever as sílabas que pronunciava, lembro também que tinha muito medo que a professora percebesse, ela era um pouco rígida e talvez isso explique esse temor.
No ano seguinte com essas dificuldades fui para primeira série, eu estava com muito medo de não conseguir aprender, mas para minha surpresa a professora tia Ana, percebeu e me ajudou a superar as dificuldades, lembro do dia que descobri como se escrevia a palavra "ÍNDIO", pois eu achava que era "INGIO" como pronunciamos. Essa pequena conquista foi a responsável pelo bom desempenho escolar que tive até a terceira série, nessa mesma escola. Eu gostava muito dela , participava de quase todos os eventos principalmente das danças. Nela também estudavam meus 3 irmãos.
Em 1986 então com nove anos, minha mãe resolveu voltar para o RJ, e novamente tive que mudar não só de escola mas de tudo amigos, família, casa tive algumas dificuldades de adaptação principalmente em relação aos colegas, mas aos poucos fui me acostumando essa escola chama-se Todos os Santos é uma escola municipal daqui de Caxias, do bairro onde moro, até hoje ela só atende até a quarta série e por esse motivo eu tive que mudar de escola outra vez. Nesta escola a qual eu fui, era uma escola ginasial, e também atendia alunos com necessidades especiais, eu simplesmente odiava aquela escola a diretora era muito rigorosa e por vezes cometia alguns excessos pois costumava expor os alunos a situações vexatórias, como por exemplo tamanho da saia das meninas, a limpeza dos sapatos e do uniforme e até mesmo se o aluno estava com piolho, era um calvário, essa escola ainda existe chama-se Olga Teixeira em homenagem a própria, Há quem diga principalmente alguns pais que aquilo é que era uma boa escola, talvez porque não passaram por lá, eu não consegui me adaptar, apesar de gostar muito da educação física essa matéria era bem proveitosa e relaxante, assim como as aulas de música que era um momento de descontração embora não pudessemos escolher as músicas a aula era muito divertida. mas tinha dificuldades que aumentavam em função dessa antipatia pela escola que resultou na minha reprovação. Embora minha mãe relutasse em me mudar de escola, acabou cedendo e me colocou em uma outra. Só que dessa vez eu adorei a escola, gostava de tudo, do uniforme até do sapato, e tudo foi mais fácil. Havia muitas atividades extra classe e eu participava de todas, fui a melhor aluna da sala nos dois anos que passei por lá. Até hoje a diretora lembra de mim, essa escola era particular chama-se Santa Terezinha também fica no bairro onde moro, depois que saí dessa escola por motivos financeiros fui para uma escola também particular graças a uma bolsa e terminei o ensino fundamental na escola Auri Verde.
Alguns acontecimentos fizeram com que eu parasse de estudar, o principal foi a morte prematura do meu irmão mais velho com apenas 22 anos, após esse fato fui trabalhar e só voltei a escola quando já era mãe, estava com 21 anos e foi tudo mais difícil, meu filho era pequeno minha mãe teve derrame, mesmo assim continuei estudando e foi nessa época que uma professora de história me incentivou a estudar percebeu que era muito boa nessa matéria e isso me ajudou a continuar, esses anos de ensino médio foram muito proveitosos, participei dos jogos inter classe de handball, foi uma época muito boa, conclui o ensino médio mas não prossegui os estudos, embora continuasse estudando para concursos, sem muito sucesso. Em 2001 resolvi tentar o vestibular para a UERJ, passei na objetiva mas não pude fazer a discursiva. No mesmo ano resolvi cursar Direito na UNIVERCIDADE uma faculdade particular, mas devido aos gastos principalmente com transporte tive que interromper.


Em 2002 tentei mais uma vez para a UERJ, novamente fui aprovada na objetiva, mas por motivos financeiros não fiz a discursiva. Depois dessas tentativas mal sucedidas, fui fazer um curso de formação de professores pós médio em 2007, adorei o curso e motivada por ele tentei novamente o vestibular para UERJ só que dessa vez tudo deu certo, fui aprovada, foi uma grande conquista não só para mim, mas também para a minha família que se orgulham em me ver estudando em uma universidade pública.
Quanto ao curso eu estou gostando muito, estou descobrindo uma nova maneira de ver o mundo, e se quer imaginava, fazendo amigos que são como nossa família, nos ajudando a superar e prosseguir. Confesso que as vezes tenho um pouco de medo de não conseguir ir até o fim, mas a vida é feita de desafios e esse é mais um que pretendo conquistar. Estar na faculdade é muito mais que, cumprir as tarefas propostas, ler os textos, elaborar seminários, construir blog, para mim é a realização de um sonho. Permanecer na faculdade não é nada fácil para mim, assim como para muitos de meus colegas, mas talvez seja isso que nos motiva a continuar.